Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne
Nude with black shoes and blue dress by Paul Charlemagne

Nude with black shoes and blue dress 1925 - 1935

Paul Charlemagne

Óleo sobre tela original
92 ⨯ 65 cm
Atualmente indisponível via Gallerease

  • Sobre arte
    Large oil on canvas by Paul Charlemagne (1892-1972) depicting a sex worker in the 1930s.
    Paul Charlemagne painted sex workers when he studied the customs of a red-light district in Paris, France.
    92.5cm x 65cm
    Original oil on canvas
    Signed
    Unframed
  • Sobre artista

    Início da vida e educação

    Paul Charlemagne nasceu a 1 de janeiro de 1892 no 17º arrondissement de Paris, numa família de artistas. O seu pai, Hippolyte Charlemagne, foi pintor de cenas históricas, e o seu avô, Auguste Charlemagne, foi um artista de vitrais de renome. O jovem Paul recebeu aulas do pai desde cedo, mas após a morte deste em 1906 tornou-se aluno do influente decorador de teatro Marcel Jambon.

    Continuou a sua formação na École supérieure de dessin de Montparnasse e estudou com Jacques Jobbé-Duval, Adolphe Barnoin e Charles Guérin na Académie de la Grande Chaumière. Aqui, a sua formação clássica foi intercalada com uma abordagem mais liberal em relação à cor e à forma.

    A guerra e o interbellum (1920–1935)

    Durante a Primeira Guerra Mundial (1914–1918), Paul Charlemagne serviu na frente de batalha, onde foi ferido várias vezes. Os horrores da guerra e a morte do seu irmão deixaram marcas profundas na sua personalidade e sensibilidade artística.

    Após a Primeira Guerra Mundial, Carlos Magno regressou à vida artística com um carácter marcado. O bairro onde Paul Charlemagne viveu entre 1920 e 1930 era conhecido como Quartier du Combat, localizado no 19º arrondissement de Paris. Dentro deste distrito encontrava-se a rue Asselin (hoje rue Henri-Turot), que era famosa na época pela presença de prostituição. Por esta altura, começou, entre outras coisas, a pintar nus, muitas vezes em interiores intimistas, quase voyeurísticos.

    Durante este período, muito antes de muitos dos seus contemporâneos, pintou trabalhadoras da indústria do sexo — não como objectos, mas como mulheres poderosas no seu contexto social. Isto deu ao seu trabalho um tom social-realista, misturado com uma sensualidade melancólica.

    Carreira de salão e colaborações artísticas (1925–1940)

    A partir de 1925, Carlos Magno participou regularmente no Salon d'Automne e no Salon des Indépendants, onde recebeu elogios pela sua habilidade técnica e pelos seus retratos penetrantes de mulheres, músicos e trabalhadores. O seu trabalho foi influenciado e comparado ao de Raoul Dufy, Othon Friesz e Henry de Waroquier, com quem colaborou em 1936 nos murais monumentais para o Théâtre national de Chaillot.

    Em 1930, mudou-se para um estúdio em Montmartre, onde voltou a sua atenção para as paisagens urbanas e interiores, retratando frequentemente uma mulher solitária.

    Mestrado Multidisciplinar: Cerâmica e Educação (1934–1962)

    Para além de pintar, Charlemagne trabalhou como designer para a Manufacture nationale de Sèvres de 1934 a 1960, onde produziu mais de 200 desenhos de cerâmica. Foi nomeado professor na École nationale supérieure des arts décoratifs em 1943, onde ensinou jovens artistas até 1962.

    Reconhecimento e Influência

    Em 1923, ganhou o prestigiado Prémio Blumenthal. Foi nomeado Oficial da Legião de Honra Francesa em 1959 pelos serviços prestados às artes. Era difícil enquadrar o seu estilo num único movimento — trabalhava de forma figurativa, flertava com as formas cubistas, mas mantinha-se fiel à sua linguagem visual pessoal.

    Coleções e Exposições

    Obras de Paul Charlemagne encontram-se hoje em importantes coleções particulares em Paris, Genebra e Nova Iorque. Museus como o Centro Pompidou (Paris) e o Museu Kröller-Müller (Otterlo) possuem obras suas, entre as quais La violonceliste (1932) e La Vieille Marcquoise (1938). As suas pinturas continuam a ser adoradas pela sua profundidade emocional, refinamento técnico e tensão subtil entre beleza e observação social.

    Em 2022, o Musée du Mont-de-Piété em Bergues dedicou-lhe uma grande retrospetiva: Paul Charlemagne (1892–1972), l’œuvre révélée — que iniciou uma reavaliação da sua obra.

    Morte e Herança

    Carlos Magno morreu a 10 de maio de 1972, em Paris. Hoje, o seu trabalho é visto como uma ponte entre a disciplina académica e a liberdade boémia, entre a sensualidade e o compromisso social. A sua obra recorda-nos que a arte não mostra apenas a beleza, mas também a verdade da época em que foi criada.